Investindo em Startups



Esta é uma opção para quem é bastante arrojado. 

Arrojado mesmo. Eu diria que tem que estar consciente em investir um valor que você está disposto a perder. 

 Isso porque estudos recentes revelaram que 74% das startups fecharam após 5 anos de existência (fonte:http://blog.startupfarm.com.br/institucional/pesquisa-da-startup-farm-revela-a-mortalidade-das-startups-brasileiras/)




Fonte imagem: http://www.ibccoaching.com.br//wp-content/uploads/2013/12/startup.jpg


Investir em startups pode alavancar seu capital como também pode se resumir a perder tudo. 

Recentemente foi promulgada a LC 155/2015 que deu uma nova proteção aos investidores anjos.



A nova legislação traz alterações importantes e oferece um protecionismo maior aos investidores anjos com o fito de atrair investidores.


“Art. 61-A.  Para incentivar as atividades de inovação e os investimentos produtivos, a sociedade enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte, nos termos desta Lei Complementar, poderá admitir o aporte de capital, que não integrará o  capital social da empresa.   
§ 1o  As finalidades de fomento a inovação e investimentos produtivos deverão constar do contrato de participação, com vigência não superior a sete anos. 
§ 2o  O aporte de capital poderá ser realizado por pessoa física ou por pessoa jurídica, denominadas investidor-anjo. 
§ 3o  A atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente por sócios regulares, em seu nome individual e sob sua exclusiva responsabilidade. 
§ 4o  O investidor-anjo: 
I - não será considerado sócio nem terá qualquer direito a gerência ou voto na administração da empresa; 
II - não responderá por qualquer dívida da empresa, inclusive em recuperação judicial, 
não se aplicando a ele o art. 50 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil; 
III - será remunerado por seus aportes, nos termos do contrato de participação, pelo prazo máximo de cinco anos. 
§ 5o  Para fins de enquadramento da sociedade como microempresa ou empresa de pequeno porte, os valores de capital aportado não são considerados receitas da sociedade. 
§ 6o  Ao final de cada período, o investidor-anjo fará jus à remuneração correspondente aos resultados distribuídos, conforme contrato de participão, não superior a 50%(cinquenta por cento) dos lucros da sociedade enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte. 
§ 7o  O investidor-anjo somente poderá exercer o direito de resgate depois de decorridos, no mínimo, dois anos do aporte de capital, ou prazo superior estabelecido no contrato de participação, e seus haveres serão pagos na forma do art. 1.031 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, não podendo ultrapassar o valor investido devidamente corrigido. 
§ 8o  O disposto no § 7o deste artigo não impede a transferência da titularidade do aporte para terceiros. 
§ 9o  A transferência da titularidade do aporte para terceiro alheio à sociedade dependerá do consentimento dos sócios, salvo estipulão contratual expressa em contrário. 
§ 10.  O Ministério da Fazenda pode regulamentar a tributação sobre retirada do capital investido.” 
Art. 61-B.  A emissão e a titularidade de aportes especiais não impedem a fruição do Simples Nacional.” 
“Art. 61-C.  Caso os sócios decidam pela venda da empresa, o investidor-anjo terá direito de preferência na aquisição, bem como direito de venda conjunta da titularidade do aporte de capital, nos mesmos termos e condições que forem ofertados aos sócios regulares.”  


“Art.  61-D.  Os fundos de investimento poderão aportar capital como investidores-anjos em microempresas e empresas de pequeno porte.” 


Em tese, o investidor anjo não seria considerado sócio, mas um credor da companhia. A ideia seria preservar tal investidor de eventuais dívidas tributárias, trabalhistas, etc. 


Enfim, em tese é para ser assim. Na prática, só o tempo e a jurisprudência vão dizer.

No Brasil, o mercado ainda é incipiente, mas já há diversas plataformas conectando investidores e empreendedores: 


https://www.angelsclub.com/


http://startse.com.br/

https://eqseed.com


https://www.broota.com.br

https://www.startmeup.com.br


https://www.eusocio.com.br/



Na maioria dos casos, o investimento é realizado através de uma conversão de dívida, de forma que o investidor não vai ter ações, inicialmente, mas sim, vai receber um Título de Dívida Conversível, tornando-se credor da companhia.

Fora do Brasil, existem inúmeras plataformas destinadas a conectar investidores e empresas. 


A partir de $ 1.000 dólares, por exemplo, é possível investir em startups através da plataforma Angel List

Há outras diversas plataformas no exterior, sendo as mais conhecidas a inglesa https://www.crowdcube.com/ e a holandesa https://www.symbid.com/

Acredito que, para aqueles que já estejam próximos de alcançar a independência financeira, destinar um pequeno percentual para investir startups pode ser mais uma opção de alocação e ter a chance de um retorno mais agressivo. Contudo, é preciso estar consciente que o investimento pode virar "pó".

E aí, algum de vocês já se aventurou nesse tipo de investimento?

4 comentários:

  1. Excelente post,
    Vou dar uma estuda depois.

    Abraços.

    ResponderExcluir
  2. Uma coisa importante que não foi citada (talvez nem mesmo pensada) é a possibilidade de transformar prejuízos em créditos fiscais.

    É fácil para o governo cobrar imposto quando você tem sucesso. Mas e quando você fracassa? Considere ainda que é mais fácil da startup quebrar do que dar certo, então a ideia de gerar crédito fiscal é interessante (só acho que não interessa ao governo).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem pensado Francis. Sempre é bom fomentarmos o debate para avaliarmos os tipos de investimentos que temos à disposição. Assim, é fundamental avaliarmos todos os tipos de riscos envolvidos. Obrigado pela participação.

      Excluir

Comente aqui.

Abaixo você encontra os posts mais recentes da blogosfera financeira